domingo, 27 de novembro de 2011

Meu poema favorito...

Soneto de Fidelidade

Vinicius de Moraes


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

Sou romântica...E acredito no amor...

Aaiii!!!!!!!!!!!! cadê o tempo de alimentar o blog???

Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.
Paulo Coelho

quinta-feira, 22 de julho de 2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

* RELATÓRIO DO TP 6 *

* RELATÓRIO DO TP 6 *

LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II

Reaprendi neste estudo que os códigos chamados línguas são compostos por signos lingüísticos, que, em um sentido mais geral, são elementos de natureza lingüística usados para designar outros elementos de natureza não lingüística. Assim, o signo lingüístico é resultado da relação indissociável entre significante (lingüístico, imagem acústica) e significado (conceito, idéia).

Todo ato de linguagem objetiva produzir efeitos de sentido, que podem ser concretizados em ações ou em mudança/reforço de opiniões. Mas nem sempre fazemos isso conscientemente, ou fazemos disso o objetivo maior da nossa interação verbal. Mesmo que a linguagem sempre cumpra determinados propósitos argumentativos, nem sempre disso temos consciência.

Aprendemos a considerar, neste estudo, as diferentes formas que os argumentos podem assumir para comprovar uma tese, sem distinguir entre o ato de convencer (dirigido à razão) e o ato de persuadir (dirigido à emoção). O importante é que, na construção do texto argumentativo, todos os argumentos conduzam ao mesmo objetivo e produzam os efeitos desejados no interlocutor. Uma boa argumentação depende, primeiramente, da clareza do objetivo (da tese a comprovar); e depois, da “solidariedade” entre os argumentos: todos devem conduzir para o mesmo objetivo.

Como argumentar é firmar uma posição diante de um problema, um compromisso com a informação e o conhecimento, não é possível construir uma boa argumentação com argumentos fracos, falsos ou incoerentes. Ao mobilizar argumentos para sustentar uma tese, ao apresentar que idéia pretende fazer crer aos outros, o autor depende de seus pontos de vista, de seu conhecimento sobre o assunto e dos argumentos que julga mais eficazes para atingir o raciocínio e a vontade de seu interlocutor. Com tantos fatores em jogo, uma argumentação pode não ser bem-sucedida. Assim, a cada argumento bem construído pode corresponder um argumento mal construído; o que resulta em defeitos de argumentação.

É difícil falar em defeitos de argumentação, porque um defeito de argumentação está sempre relacionado às finalidades do texto. Por isso, a organização dos sentidos do texto precisa ser levada em consideração. Contradições em um texto podem servir de argumentos positivos em outro. Uma argumentação é considerada inadequada ou defeituosa quando não dá condições para que os objetivos sejam atingidos. Há várias razões para isso acontecer: podem ser razões ligadas à incompreensão, ou não-aceitação, do interlocutor; podem ser razões ligadas ao desenvolvimento do texto, ou mesmo razões relacionadas à não-correspondência entre os argumentos e o “mundo real”.

Em suma, encontramos, na escolha dos argumentos, vários níveis de adequação e vários níveis de inadequação quanto à demonstração da tese pretendida: os sentidos globais do texto e o objetivo da argumentação é que definem sua qualidade.

PRATICANDO O TP 6

Levei a meus alunos uma discussão sobre suas preferências de lazer e sobre assuntos que os mobilizam na televisão, no rádio, nos jornais, na sua comunidade (atividade relatada no relatório anterior).

1- Conversamos sobre a relação de cada um com a leitura: por que lêem e por que não lêem. Discuti abertamente com a turma de onde vem a falta de interesse: de más experiências de leitura, das imposições da escola, dos livros sem interesse, do excesso de atividades, e outras razões?

2- Discutimos, ainda, se eles acham que conhecer histórias, o pensamento dos outros, tem algum interesse, se eles acham que quem lê, de alguma forma, leva alguma vantagem, concreta ou não.

3- Mesmo uns achando que “ler é uma bobagem”, combinamos de fazer alguma experiência de leitura. Por exemplo, um lê em capítulos alguma história sobre futebol, ou um policial, ou outro assunto do interesse deles.

4- Preparei em casa, a leitura de um capítulo do livro da biblioteca “Histórias de Humor” e li um fragmento do livro Nova Califórnia de Lima Barreto. Pedi que somente escutassem a história.

5- Discutimos a história, alguns lembraram que já tinham visto falar sobre essa história. Em discussão, lembrei-os da Novela Fera Ferida, e os próprios chegaram à conclusão de algumas novelas, que tanto gostamos, são baseadas em livros de literatura.

6- A partir dessa discussão, sugeri que realizassem a atividade de conhecimento próprio da sua leitura, sugerido pelo AAA6, PÁGINA 75 E 76.

Atividade - O que lemos?

1º MOMENTO: Durante a sua vida escolar, e mesmo fora da escola, você deve ter experimentado momentos especiais com a leitura de algum livro de literatura ou de uma simples história. Ao ler, vivemos emoções muito particulares, por isso um livro pode ser lido por duas pessoas que tenham impressões e opiniões muito diferentes da história ao final da leitura. Está aí a magia de ser leitor e de poder construir, a cada experiência de leitura, uma história pessoal com os livros, os autores, as emoções e as aventuras de cada texto. Algum dia você já parou para pensar sobre as suas experiências com as histórias contadas nos livros?

A atividade a seguir é um exercício de memória e, para realizá-la, é preciso mergulhar nas lembranças pessoais. Você responderá as perguntas a seguir, relacionadas sua história de leitura.

a) Conte, com breves palavras, como foi o seu encontro com a literatura, o mundo das

histórias.

b) Fale um pouco dos livros que conheceu, das histórias que escutou, de suas vontades como leitor e dos livros que gostaria de ver ou ler.

c) Indique um livro ou uma história para um amigo da sala ler e gostar.

d) Se você não lembra algum livro, conte você mesmo um “causo” e divulgue entre os colegas.

2º MOMENTO: Agora, a conversa é com toda a turma. Em um bate-papo compartilhado, você e sua turma poderão pensar juntos sobre leitura e fazer diferentes reflexões sobre o tema.

1. Você conhece alguma história de literatura escrita especialmente para jovens?

2. Qual é a primeira história de “Era uma vez...” que você lembra ter escutado na vida?

3. Você já leu alguma história que tenha conseguido despertar o seu interesse?

4. Você já quis ler uma história até o final? Por quê?

5. Alguém já contou histórias para você? Quem? Onde? Quando? Por quê?

6. Se você pudesse escolher um livro, qual tipo de história gostaria de ler agora?

3º MOMENTO: Produção de Texto

Chegou a sua vez de escrever. Conte, em uma produção escrita, a sua história de leitura e a experiência de falar sobre esse assunto na escola. Após a escrita, leia o texto que você produziu e observe se não falta alguma informação, observe a organização da escrita, as palavras utilizadas, a grafia das palavras e o emprego da pontuação necessária ao texto.

Depois da leitura, troque de texto com o seu colega da dupla e faça a mesma leitura atenta do texto do colega.

Atenção! Aproveite a sua leitura para dar dicas ao colega de como tornar a sua produção ainda melhor.

Antes de organizar em sua sala um Mural de Histórias de Leitura, procure um colega que possa ilustrar o seu texto ou faça isso você mesmo. Dê os acabamentos finais e divulgue a sua produção a todos da sala.


*RELATÓRIO TP 5*

*RELATÓRIO TP 5*

ESTILO, COERÊNCIA E COESÃO

O conhecimento de mundo do leitor se articula com o contexto lingüístico para identificar como as informações do texto se organizam em função de fatores diversos e recorrem a modos diversificados de organização textual. Portanto, a coerência textual tem a ver com a “boa” formação de um texto, ou seja, com a possibilidade de articular as informações trazidas pelo texto com o conhecimento que os interlocutores já têm da situação e do assunto. Se essa articulação for muito difícil ou mesmo impossível, a coerência fica prejudicada ou não se estabelece.

O fenômeno lingüístico de coesão sequencial estabelece relações de encadeamento entre as partes do texto, produzindo a progressão temática. Além de ligar as idéias ou informações, os elementos da coesão seqüencial provocam expectativas de continuidade de sentidos no texto e instruem o leitor/ouvinte sobre como devem ser interpretados esses sentidos.

Elementos lingüísticos cujo papel semântico é predominantemente de ligação, como preposições e conjunções, além dos advérbios, são os mais geralmente empregados nestes modos de estabelecer coesão. Mas, na falta deles, a mera ordenação de idéias (a justaposição), a reiteração (repetição) e a escolha de vocábulos semanticamente relacionados também podem exercer a função de dar progressividade ao texto

PRATICANDO O TP 5

1. Trabalhando com as turmas de 9º ano do CEMCS os temas propostos pelo livro didático da escola, discutindo e analisamos o gênero jornalístico, em especial a reportagem e a sua estrutura proposta no livro.

2. Realizei a exposição do tema, atividade escrita sobre a reportagem em questão.

3. Dividi os alunos em grupos os alunos em grupos para que pudessem trabalhar juntos na organização de um texto.

2. Escolhi um texto sobre Aquecimento Global e o fragmentei em partes lógicas – que tivesse sentido, recortei-os em partes e colei-os em cartelas para facilitar o manuseio.

3. Com as cartelas misturadas, os grupos deveriam “reconstruir” o texto, em uma seqüência lógica.

4. Cada grupo apresentou sua proposta de organização textual, justificando que critérios lógicos foram seguidos.

5. Após todas as montagens, os textos foram expostos aos demais cabendo a contestação dos colegas do que acharem não “fazer lógica”.

6. Todos colocaram suas opiniões, reflexões, acertos e erros ao construir um texto. E chegamos à conclusão de que para que o texto tenha coerência e coesão tudo tem que esta no seu devido lugar.

7. Novamente dividir a sala em grupos para que realizassem pesquisas em torno de reportagens que tratam de temas do nosso cotidiano.

8. No dia da apresentação, os temas foram apresentados em forma de cartaz, cópias das reportagens em questão para a turma e em slides, mostrando que nossos alunos quando são despertados dedicam-se mesmo!

*RELATÓRIO TP 4 *

*RELATÓRIO TP 4 *

LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA

A escrita surgiu na Antigüidade para solucionar problemas práticos relacionados à memória, passando depois a ser utilizada com diferentes finalidades, como para marcar datas importantes, narrar feitos heróicos, descrever genealogias, etc.

Desde o seu surgimento, o tempo passou, a humanidade acumulou conhecimentos e transformou-os. As sociedades se desenvolveram e, como tudo que é cultural, a relação entre acontecimentos, comunicação e escrita também foi se modificando.

Estamos cercados por diferentes modos de organização da informação na escrita: no comércio, os documentos que utilizamos as revistas, jornais, livros que lemos e escrevemos os sinais nas ruas, os outdoors, etc.

O letramento se refere aos modos com que a escrita se apresenta na nossa sociedade, seus usos e as suas funções nas diferentes situações comunicativas em que é utilizada coletiva e pessoalmente.

A leitura e a escrita são atividades de comunicação e são utilizadas com funções diferenciadas também da oralidade. Essas situações são parte da cultura ao mesmo tempo em que a constroem historicamente.

Em nossas salas de aula, os usos e funções da escrita devem ser ensinados, discutidos e criticados também a partir da observação do meio em que vivemos. Quando lemos e interpretamos um texto utilizamos conhecimentos construídos anteriormente a fim de construirmos o novo. Assim, esses conhecimentos antigos devem ser observados e trabalhados em sala pelos professores, pois podem ser utilizados para gerar novos aprendizados: são os chamados conhecimentos prévios no processo de ensino-aprendizado.

PRATICANDO O TP 4

  1. Trabalhei com a minha turma a proposta do Avançando na Prática da página 124, modificando o texto para adequação ao tema do Capítulo do livro didático.
  2. Então fui à biblioteca da escola e peguei os livros “Histórias de Humor” e escolhi para leitura o conto Lixo de Luis Fernando Veríssimo.
  3. Escrevi o título do conto na lousa e faça perguntas sobre o que pode conter uma obra com esse título.
  4. Depois de ouvir as hipóteses dos alunos, realizamos a leitura em voz alta do texto.
  5. Distribui o texto para 11 os alunos para realizassem uma roda de leitura e também sugeri que realizassem perguntas sobre o texto, para a interpretação dos colegas.
  6. Pedi a cada aluno realizasse a pergunta para a turma e discutimos as respostas dadas.
  7. Após a atividade de interpretação em grupo, pedi que continuassem a história, que me apresentassem um final para aquele diálogo.
  8. Surgiram inúmeros finais, onde o casal do texto, além de cuidarem melhor do ambiente em que viviam, começaram a cuidar um do outro. Esses alunos são assim, quando lhes damos uns empurrões, eles voam...

WESLANY E A SUA TIRINHA