quinta-feira, 15 de abril de 2010

* RELATÓRIO DO TP 6 *

* RELATÓRIO DO TP 6 *

LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II

Reaprendi neste estudo que os códigos chamados línguas são compostos por signos lingüísticos, que, em um sentido mais geral, são elementos de natureza lingüística usados para designar outros elementos de natureza não lingüística. Assim, o signo lingüístico é resultado da relação indissociável entre significante (lingüístico, imagem acústica) e significado (conceito, idéia).

Todo ato de linguagem objetiva produzir efeitos de sentido, que podem ser concretizados em ações ou em mudança/reforço de opiniões. Mas nem sempre fazemos isso conscientemente, ou fazemos disso o objetivo maior da nossa interação verbal. Mesmo que a linguagem sempre cumpra determinados propósitos argumentativos, nem sempre disso temos consciência.

Aprendemos a considerar, neste estudo, as diferentes formas que os argumentos podem assumir para comprovar uma tese, sem distinguir entre o ato de convencer (dirigido à razão) e o ato de persuadir (dirigido à emoção). O importante é que, na construção do texto argumentativo, todos os argumentos conduzam ao mesmo objetivo e produzam os efeitos desejados no interlocutor. Uma boa argumentação depende, primeiramente, da clareza do objetivo (da tese a comprovar); e depois, da “solidariedade” entre os argumentos: todos devem conduzir para o mesmo objetivo.

Como argumentar é firmar uma posição diante de um problema, um compromisso com a informação e o conhecimento, não é possível construir uma boa argumentação com argumentos fracos, falsos ou incoerentes. Ao mobilizar argumentos para sustentar uma tese, ao apresentar que idéia pretende fazer crer aos outros, o autor depende de seus pontos de vista, de seu conhecimento sobre o assunto e dos argumentos que julga mais eficazes para atingir o raciocínio e a vontade de seu interlocutor. Com tantos fatores em jogo, uma argumentação pode não ser bem-sucedida. Assim, a cada argumento bem construído pode corresponder um argumento mal construído; o que resulta em defeitos de argumentação.

É difícil falar em defeitos de argumentação, porque um defeito de argumentação está sempre relacionado às finalidades do texto. Por isso, a organização dos sentidos do texto precisa ser levada em consideração. Contradições em um texto podem servir de argumentos positivos em outro. Uma argumentação é considerada inadequada ou defeituosa quando não dá condições para que os objetivos sejam atingidos. Há várias razões para isso acontecer: podem ser razões ligadas à incompreensão, ou não-aceitação, do interlocutor; podem ser razões ligadas ao desenvolvimento do texto, ou mesmo razões relacionadas à não-correspondência entre os argumentos e o “mundo real”.

Em suma, encontramos, na escolha dos argumentos, vários níveis de adequação e vários níveis de inadequação quanto à demonstração da tese pretendida: os sentidos globais do texto e o objetivo da argumentação é que definem sua qualidade.

PRATICANDO O TP 6

Levei a meus alunos uma discussão sobre suas preferências de lazer e sobre assuntos que os mobilizam na televisão, no rádio, nos jornais, na sua comunidade (atividade relatada no relatório anterior).

1- Conversamos sobre a relação de cada um com a leitura: por que lêem e por que não lêem. Discuti abertamente com a turma de onde vem a falta de interesse: de más experiências de leitura, das imposições da escola, dos livros sem interesse, do excesso de atividades, e outras razões?

2- Discutimos, ainda, se eles acham que conhecer histórias, o pensamento dos outros, tem algum interesse, se eles acham que quem lê, de alguma forma, leva alguma vantagem, concreta ou não.

3- Mesmo uns achando que “ler é uma bobagem”, combinamos de fazer alguma experiência de leitura. Por exemplo, um lê em capítulos alguma história sobre futebol, ou um policial, ou outro assunto do interesse deles.

4- Preparei em casa, a leitura de um capítulo do livro da biblioteca “Histórias de Humor” e li um fragmento do livro Nova Califórnia de Lima Barreto. Pedi que somente escutassem a história.

5- Discutimos a história, alguns lembraram que já tinham visto falar sobre essa história. Em discussão, lembrei-os da Novela Fera Ferida, e os próprios chegaram à conclusão de algumas novelas, que tanto gostamos, são baseadas em livros de literatura.

6- A partir dessa discussão, sugeri que realizassem a atividade de conhecimento próprio da sua leitura, sugerido pelo AAA6, PÁGINA 75 E 76.

Atividade - O que lemos?

1º MOMENTO: Durante a sua vida escolar, e mesmo fora da escola, você deve ter experimentado momentos especiais com a leitura de algum livro de literatura ou de uma simples história. Ao ler, vivemos emoções muito particulares, por isso um livro pode ser lido por duas pessoas que tenham impressões e opiniões muito diferentes da história ao final da leitura. Está aí a magia de ser leitor e de poder construir, a cada experiência de leitura, uma história pessoal com os livros, os autores, as emoções e as aventuras de cada texto. Algum dia você já parou para pensar sobre as suas experiências com as histórias contadas nos livros?

A atividade a seguir é um exercício de memória e, para realizá-la, é preciso mergulhar nas lembranças pessoais. Você responderá as perguntas a seguir, relacionadas sua história de leitura.

a) Conte, com breves palavras, como foi o seu encontro com a literatura, o mundo das

histórias.

b) Fale um pouco dos livros que conheceu, das histórias que escutou, de suas vontades como leitor e dos livros que gostaria de ver ou ler.

c) Indique um livro ou uma história para um amigo da sala ler e gostar.

d) Se você não lembra algum livro, conte você mesmo um “causo” e divulgue entre os colegas.

2º MOMENTO: Agora, a conversa é com toda a turma. Em um bate-papo compartilhado, você e sua turma poderão pensar juntos sobre leitura e fazer diferentes reflexões sobre o tema.

1. Você conhece alguma história de literatura escrita especialmente para jovens?

2. Qual é a primeira história de “Era uma vez...” que você lembra ter escutado na vida?

3. Você já leu alguma história que tenha conseguido despertar o seu interesse?

4. Você já quis ler uma história até o final? Por quê?

5. Alguém já contou histórias para você? Quem? Onde? Quando? Por quê?

6. Se você pudesse escolher um livro, qual tipo de história gostaria de ler agora?

3º MOMENTO: Produção de Texto

Chegou a sua vez de escrever. Conte, em uma produção escrita, a sua história de leitura e a experiência de falar sobre esse assunto na escola. Após a escrita, leia o texto que você produziu e observe se não falta alguma informação, observe a organização da escrita, as palavras utilizadas, a grafia das palavras e o emprego da pontuação necessária ao texto.

Depois da leitura, troque de texto com o seu colega da dupla e faça a mesma leitura atenta do texto do colega.

Atenção! Aproveite a sua leitura para dar dicas ao colega de como tornar a sua produção ainda melhor.

Antes de organizar em sua sala um Mural de Histórias de Leitura, procure um colega que possa ilustrar o seu texto ou faça isso você mesmo. Dê os acabamentos finais e divulgue a sua produção a todos da sala.


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