terça-feira, 13 de abril de 2010

* RELATÓRIO – TP 1 * Linguagem e Cultura – Atividade 3

1º MOMENTO:

Uma atividade que foi bastante interessante e que surgiram boas reflexões foi a de solicitar aos alunos que observassem a fala dos “mais velhos” da família, ou até da comunidade.

Orientei-os da seguinte maneira:

1. Anotar os ditados ou frases que procuram dar algum tipo de ensinamento. Se as frases tiverem palavras desconhecidas, pedir o significado para a pessoa idosa. Se usarem linguagem figurada (como uma palavra no lugar de outra) pedir que a pessoa idosa tente explicar esse uso.

2. O registro dessas falas foi trazido para a sala e analisado por todo o grupo. Estimulei-os a discutir o significado desses “ditados”; que tipo de ensinamento propõe, quais lhes parecem atuais; quais são ultrapassados e por quê.


2º MOMENTO:

Trabalhando a intertextualidade na produção de textos de com alunos. Levei à turma a proposta de criar uma história (verdadeira ou não), com base nos ditados recolhidos no avançando na prática realizado anteriormente, seguinte maneira:

1. A partir da discussão em torno das informações colhidas, propus que, em grupos, escolhessem um tema para a sua produção textual que “combinasse” com o ditado escolhido.

2. Combinei com a turma que apresentaria sua produção de uma forma: expor num painel, um grupo lê e comenta a produção do outro,etc., sendo que cada grupo apresentassem seus trabalhos de uma forma.

3. Em grupo, deveriam a planejar o texto, começando por anotar as idéias do grupo e discutindo-as. Depois, deveria ser discutido o plano da produção: como vão fazer a introdução, o desenvolvimento dos fatos, até a conclusão ou desenlace.

4. Definido esse plano, uma pessoa do grupo começaria a escrever, lendo cada frase e cada parágrafo criados, para a avaliação do grupo.

5. Concluído o texto, ele deveria ser lido por todos, depois poderiam fazer alterações, tanto de conteúdo quanto de correção da linguagem.

6. Refeita a produção, ela chegará ao destinatário combinado pela turma para que o texto produzido esteja em boa apresentação.

7. Apresentação dos trabalhos, onde puder avaliação a participação de todos com havia orientados e adotei a atividade como uma “atividade avaliativa”, onde dou notas pela participação de cada aluno.

3º MOMENTO – REFLEXÕES EM TORNO DA LINGUAGEM E CULTURA:

Ao encerrar as atividades discutimos em torno de tudo aquilo que estudamos, as mudanças acontecidas em seus pensamentos sobre o tema e de como temos que “aprender a usar a roupa adequada” na Língua Portuguesa e que todos podem ter as nossas características lingüísticas sem termos que nos excluir da atual sociedade. Só temos que entender que “a ocasião é que faz a fala”.

Encerramos lendo o texto de Gilberto Dimenstein, jornalista e membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo, analisando a situação e a nossa concordância ou não com o assunto do texto.

Falar mal, o caminho da exclusão

Aceitar os erros de português, valorizando os usos e costumes orais, é justificável academicamente – e, no caso brasileiro, tornou-se uma questão da esfera politicamente correto desde que Luiz Inácio Lula da Silva virou presidente da República, sem deixar de tropeçar em concordâncias gramaticais.

Pega mal – muito mal, aliás – abordar criticamente os deslizes primários de Lula na norma culta. Rebatem-se as críticas em considerações sobre o preconceito, falta de respeito com o “povo”, insensibilidade social. O problema é que, para o cidadão comum, não existe anistia gramatical; o mercado profissional e o ambiente educacional não perdoam.

Goste-se ou não, para prosperar num emprego, o indivíduo é obrigado a falar corretamente, pelo menos sem erros vexaminosos; é algo parecido com se vestir adequadamente. Já na seleção profissional, os entrevistadores medem o candidato pela capacidade de articulação e expressão. É o primeiro quesito eliminatório.

(...)

Não falar bem, escorregando em normas básicas, é uma defasagem aos olhos de quem emprega e de quem aprova nos testes escolares. É tão grave, na lógica do mercado, quanto não lidar com os códigos culturais e digitais contemporâneos. Faz parte do caminho da exclusão.

Gilberto Dimenstein, jornalista e membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo.

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