* RELATÓRIO – TP 2 *
ANÁLISE LINGÜÍSTICA E ANÁLISE LITERÁRIA
Uma reflexão mais sistemática sobre a língua.
O simples uso da língua pode tornar-se mais consciente e mais aprofundado, ao longo de nossa vida. O processo de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa avança nessa direção, por meio da chamada análise lingüística.
O TP2 nos propôs essa nova análise lingüística, esse novo “jeito”, no âmbito da reflexão sobre o que observamos, e observamos melhor o que faz parte de nossa vida, do nosso cotidiano.
Freqüentemente, a análise lingüística e o trabalho com a gramática costumam ser mal vistos por alunos e muitos professores, ou mal orientados. Muitos vêem esse estudo como extremamente complexo, outros o acham completamente sem interesse, outros tantos o consideram sem sentido. No entanto, ele pode não ser desagradável, nem infrutífero, muito pelo contrário, o Tp em estudo procura demonstrar isso.
Um primeiro e importante sentido da palavra gramática: é o conjunto de regras da língua que cada falante domina, mesmo inconscientemente e independentemente de sua escolaridade. Essa gramática, chamada implícita, internalizada ou interna, vai sendo adquirida pelo falante no contato com outros falantes de seu ambiente e terá, portanto, as marcas dialetais desse(s) grupo(s).
Para o ensino da língua, é essencial o trabalho com essa gramática, que pode e deve ser cada vez mais ampliada, o que se consegue, sobretudo pelo ensino produtivo da língua, que privilegia o desenvolvimento da língua “em uso” e pretende desenvolver novas habilidades do falante.
Nesta unidade, foi nos propiciado maneiras diversificadas de enfatizar no projeto de ensino-aprendizagem da língua, três concepções de gramática: a interna, a descritiva e a normativa. Procurando sempre nos mostrar que não se pode usar uma língua sem usar a sua gramática.
Nesse sentido, é importante frisar que a gramática interna, ou implícita, ou internalizada, é o conjunto de regras que qualquer falante da língua domina, mesmo que não perceba esse uso e mesmo que jamais tenha estudado. É fundamental que nós professor percebamos que essa gramática se amplia sempre, e que desenvolvê-la é desenvolver a própria competência lingüística do aluno. Quanto mais ele for exposto a textos diferentes e convidado a produzir textos diferentes, mais sua gramática implícita estará sendo ampliada.
A gramática descritiva é o conjunto de regras que o observador da língua procura compreender e explicar. Exige um trabalho de reflexão mais sistemático sobre os fatos da língua. No caso da escola, ela deve possibilitar essa reflexão do aluno, desde que voltada para os recursos lingüísticos de sua gramática interna, de uso. É importante salientar que a gramática descritiva não está pronta. Sua preocupação com o estudo da língua em todos os dialetos, modalidades e registros é relativamente recente.
A gramática normativa, também descritiva e teórica como a anterior, tem o interesse voltado para as regras da norma culta, privilegiando a modalidade escrita e a linguagem literária, o que restringe suas reais possibilidades de instaurar-se, como sempre fez, como centro dos estudos lingüísticos na escola. Hoje, seu papel deve ser reduzido no ensino escolar: tem lugar quando o objetivo é o desenvolvimento da capacidade do aluno para usar a língua em situações de formalidade, que exigem a língua padrão.
PRATICANDO COM O TP 2
1ª ATIVIDADE – 7º B
Unidade 6 - A frase e sua organização - O período e a oração
(Avançando na prática, página 51)
Uma experiência muito interessante foi a produção de texto a partir de uma imagem, em que caberiam, seguramente, frases nominais, ainda que não exclusivas. Propus essa produção, seguindo os passos:
1. Escolhi uma imagem interessante para a turma do próprio livro didático (Livro PORTUGUÊS – LINGUAGENS de William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães – 7º Ano, Unidade 4, Capítulo 2, página 188) permitindo uma boa observação individual da imagem.
2. Pedi que os alunos a olhassem todos os elementos da imagem. Mostrei a eles que o observador pode fazer com seus olhos veja a imagem de diversos modos: de cima para baixo, de baixo para cima, da direita para a esquerda, da esquerda para a direita, do centro para os lados, de modo circular. Tudo depende dos pontos que chamam mais a atenção.
3. Pedi que descrevessem a imagem e expressassem sua opinião sobre ela.
4. Depois disso, pedir que em grupo de três produzissem um texto criando uma história para aquela imagem.
5. Após a produção, cada participante do grupo realizou a leitura e fez “correções” do texto da turma.
6. Foi eleito um membro do grupo para realizar a leitura para a sala toda da produção.
7. Pedi que opinassem sobre os textos produzidos, avaliando a criatividade, mas principalmente a “organização” do texto e a “combinação das palavras”.
8. Foram escolhidas duas produções: aquela que estava excelente em todos os aspectos e outra que precisava “combinar melhor” as palavras.
9. Como culminância dessa atividade, realizei com a turma uma reescrita coletiva do texto do 2º texto, sem fazer comparações de melhor ou pior, mas se o que estava ou não adequado ao texto.
DURAÇÃO DA ATIVIDADE: Quatro aulas.
2ª ATIVIDADE - UNIDADE 7 - A ARTE: FORMAS E FUNÇÃO
Dramatizando o texto teatral - 8º A ,B e C.
- Trabalhando o tema texto teatral escrito proposto pelo livro didático PORTUGUÊS – LINGUAGENS de William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães – 8º Ano, Unidade 1, Capítulo 2, juntamente com a turma, defini quem faria o papel das personagens do fragmento da peça Lua Nua.
- Fiz uma exposição do que caracterizaria um texto teatral e os elementos.
- Os alunos escolhidos (um menino e uma menina) realizaram a leitura do texto, observando atentamente as rubricas (As rubricas aparecem entre parênteses e dão informações e sugestões para a encenação, descrevem os cenários e as personagens, orientam os atores para a interpretação, etc), colocando-se conforme a sua indicação.
- Discussão em torno do texto:
1. O cenário é o lugar onde a encenação acontece. Onde se passa a cena?
2. Que situação causa estresse a Sílvia e Lúcio?
3. Se você fosse a Sílvia, o que você faria?
4. Se você fosse o Lúcio, o que você faria?
- Após a discussão, cada fila de alunos, já previamente arrumada, ficou encarregada de produzir uma cena final para aquela história, criando situações inesperadas para o desfecho final da cena.
- Os grupos se reuniram, produziram seus textos.
- Em outra aula, foi retomado o assunto, onde cada grupo apresentou sua cena final.
Cada grupo apresentou sua atividade, demonstrando que havia entendido como se escreve um texto teatral.
DURAÇÃO DA ATIVIDADE: Três aulas.
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